Eu quero a palavra sutil que se infiltre lenta na superfície dos teus cabelos negros,
que te penetre os olhos e os ouvidos e depois, mais rapidamente, avance sobre a tua alma,
depois o fígado, o pâncreas e todos os demais órgãos vitais – quiçá até o coração -
para só então te tocar a mente, mas só então, tão e somente.

16 de abril de 2011

NEM LUXO, NEM LIXO



Todo o luxo do mundo
Não valeria a pena sem você
Pra tirar um sarro de tudo
E ainda dizer
Que a alma é pequena
E o coração, um ato
E que a gente é bem mais feliz
Ficando junto e calado
Que esse bando de gente gastando tempo
Com gravata e sapato
Que esse povo todo do asfalto
Comendo mato enlatado
E se achando muito sofisticado